Industria 4.0 Saiba do que estamos a falar

Já alguma vez ouviu falar em Industria 4.0? Nós explicamos-lhe tudo.

Em que consiste

As preocupações com a desindustrialização na Europa tem levado, os Governos Europeus e a Comissão Europeia a avaliar a necessidade de refletir estrategicamente sobre o futuro da indústria e à definição de planos de ação.

A reindustrialização da Europa – processo denominado “Indústria 4.0” – é na verdade um processo de profunda transformação da forma como pensamos, concebemos, produzimos, distribuímos e utilizamos os produtos, potenciado pelo desenvolvimento e disponibilização, a preços cada vez mais competitivos, de uma nova geração de tecnologias digitais.

Este conceito engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controlo e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de produção. A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autónomos e customizáveis.
A Indústria 4.0 configura uma quarta revolução industrial – depois das três anteriores: a da mecanização, a da eletrificação e a da automatização.
Esta nova revolução caracteriza-se pela introdução de um conjunto de tecnologias digitais nos processos de produção, na relação entre os vários intervenientes na cadeia de valor, na relação com o cliente ou mesmo no modelo de negócio.

São nove as principais tecnologias da indústria 4.0, sendo estas determinantes da produtividade e crescimento das indústrias sobre esta nova configuração:

  1. Robótica e automatização: para além das funções atuais espera-se o desenvolvimento de soluções de interação entre equipamentos e pessoas contribuído para uma maior flexibilidade e interoperabilidade;
  2. Indústria aditiva (Impressão 3D): produção de peças, por meio de impressoras 3D, que moldam o produto por meio de adição de matéria-prima, sem o uso de moldes físicos;
  3. Virtualização e Simulação: soluções que permitam a otimização de processos e produtos ainda na fase de conceção, diminuindo os custos e o tempo de criação;
  4. Integração horizontal e vertical de sistemas: sistemas de TI que integram uma cadeia de valor automatizada, por meio da digitalização de dados;
  5. Internet das coisas (“IoT-Internet of things”): conectar máquinas, por meio de sensores e dispositivos, a uma rede de computadores, possibilitando a centralização e a automação do controle e da produção;
  6. Big Data e Analytics: identificação de falhas nos processos da empresa, ajudando a otimizar a qualidade da produção, economizar energia e tornar mais eficiente a utilização de recursos;
  7. Cloud: armazenamento de dados acessíveis a partir de qualquer localização por meio de uma infinidade de dispositivos conectados à internet;
  8. Segurança cibernética: meios de comunicação cada vez mais confiáveis e sofisticados;
  9. Realidade aumentada (“Augmented Reality”): soluções que permitam a interação entre o meio físico e o virtual.

Contexto politico

A nova revolução industrial na Europa está em curso, pelo que Portugal terá de promover o ajustamento das suas estratégias de desenvolvimento industrial, de modo a evitar perder o “novo comboio” do desenvolvimento económico do espaço europeu.
Em abril de 2016, o governo português criou um Comité Estratégico da Iniciativa Indústria 4.0, para o qual convidou 64 empresas nacionais, dos mais variados sectores, a fazer parte de grupos de trabalho que têm como objetivo apresentar medidas concretas que contribuam para o posicionamento na “linha da frente” da quarta revolução industrial.